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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Já saiu a revista Cães & Lobos n.º 5

Já saiu a revista Cães & Lobos n.º 5, correspondente ao 1º trimestre de 2013, uma iniciativa do Centro Canino de Vale de Lobos, coordenada por Sílvio Pereira, com a colaboração da Passos Caninos,
(seguir este LINK para ter acesso a todos os conteúdos... Revista Cães & Lobos n.º 5)

Saudações caninas,

André Moreiras
Passos Caninos

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O stress como condicionante nos cães


No outro dia fui ao hospital veterinário com a Blanca para ela levar a vacina da Leishmaniose e houve uma senhora que assim que chegou ao hospital veterinário pediu de imediato que recolhessem todos os cães presentes na sala de espera para a cadela dela passar pois não queria que ela gerasse conflitos com ninguém.

Observei a cadela, a trela estava com uma tensão enorme e ela estava assustadíssima de entrar num espaço que lhe é desconhecido... estava em elevado estado de stress! E aparentemente viverá assim o seu dia-a-dia, uma vez que nunca aprendeu a relaxar num espaço que lhe é estranho ou perante a presença de outros cães.

Agora a questão que vos coloco é muito simples... 
Quem é o responsável por controlar o stress dos animais?

Resposta imediata... os donos!


Respostas ao Stress nos animais... reacção de de Luta ou Fuga, também conhecido por reacção "FIGHT OR FLIGHT"

"A resposta de luta ou fuga (também chamado de luta ou fuga ou congelamento de resposta, hipervigilância, ou a resposta ao stress agudo) foi primeiramente descrita por Walter Bradford Cannon.

A sua teoria afirma que os animais reagem a ameaças com uma descarga geral do sistema nervoso simpático , fazendo o animal reagir para lutar ou fugir. Esta resposta foi mais tarde reconhecida como a primeira fase de um síndrome de adaptação geral que regula a tensão nas respostas entre vertebrados e de outros organismos."
Fonte: Google

Posto isto, já é fácil perceber porque é que numa situação estranha alguns animais são agressivos e outros são medrosos e tentam fugir. 
Mas o que eu gostaria de alertar é que para além de haver uma reacção física também existe uma reacção psicológica do animal.

Reacção física - Descarga geral do sistema nervoso simpático, fazendo o animal reagir para lutar ou fugir.
Reacção psicológica - Quando a situação se repete muitas vezes por um longo período de tempo, o animal cria um comportamento padrão (condicionamento)... Ele simplesmente reage daquela maneira pois é a forma que ele adoptou para resolver esse tipo de situação stressante conseguindo afastar o que ele considera como perigo (ou que lhe provoca medo) com sucesso. (Como exemplo, temos o caso típico em que o medo passa a ser agressividade como se poderá ver na figura em baixo). 


Mas nem tudo é mau, o problema existe é certo mas tem solução.

Adestrar o cão contribui p/ tirar o "stress" canino.

"Ensinando-se obediência ele aprende a ter paciência, a fazer o que nós queremos sem perder a espontaneidade nos outros momentos, as coisas que ele pode ou não fazer, fica muito mais "assentado" de comportamento pelo amadurecimento mental conseguindo por um bom adestramento. 
Além disso gasta-se energia do cão com o adestramento, o que ajuda a dissipar o "stress". Por isso é que cursos com alta carga horária diária ou alta frequência são mais indicados para cães estressados. Isso induz o cão a parar de destruir as coisas, a parar de latir sem necessidade, a ser obediente, educado e tudo isso vai na contra mão do stress. Por isso o adestramento ajuda muito a acabar com o stress."



Esta breve passagem que citei da página web do canil Zuffenhausen demonstra claramente que não bastam os passeios para pormos um fim ao stress canino.

Para além dos passeios diários (desgaste físico) também será necessário a prática do adestramento canino por forma a criarmos um desgaste psicológico ao cão.
As vantagens são bem evidentes... um cão feliz e equilibrado, melhor interacção entre cão e dono e tornarmos realidade todas as expectativas que temos em relação ao nosso animal de estimação.

O contra-condicionamento:
Como resposta à reacção psicológica do animal que referi anteriormente (ex: agressividade) para além de se usar técnicas de adestramento também teremos que usar técnicas de contra-condicionamento, por forma a revertermos aquele processo reactivo para outro que seja socialmente aceitável (ex: senta e fica ou deita e fica) através do uso de um estímulo agradável, como um brinquedo ou comida.

Mas nunca se esqueça, é um processo moroso, e não tem tempo definido... O seu cão, o seu empenho e a sua paciência são a chave para o sucesso do que pretende.


Saudações caninas,

André Moreiras
Passos Caninos

domingo, 21 de outubro de 2012

Já saiu a revista Cães & Lobos n.º 4

Já saiu a revista Cães & Lobos n.º 4, correspondente ao 4º trimestre de 2012, uma iniciativa do Centro Canino de Vale de Lobos, coordenada por Sílvio Pereira, com a colaboração da Passos Caninos,
(seguir este LINK para ter acesso a todos os conteúdos... Revista Cães & Lobos n.º 4)

Saudações caninas,

André Moreiras
Passos Caninos

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Latidos/Ladridos excessivos (Parte 1)

Esta é uma questão que qualquer dono quer saber e deve saber.
Podemos não ter esse problema com o nosso cão, mas podemos vir a ter esse problema ao mesmo tempo uma vez que o meio de comunicação primordial do nosso cão é justamente o latido/ladrido.

Nota prévia:
Ladrar/Latir é perfeitamente normal. Os cães ladram  para se exprimirem verbalmente e têm todo o direito de o fazer. O grande problema é quando esses latidos/ladridos são despoletados pela mínima provocação e continuam durante mais do que uns segundos.
De igual modo também existem latidos/ladridos em manifestações de agressividade do cão (comunicações agonísticas), do qual não irei falar neste tópico reservando esse tema para um tópico posterior.


Quais são os tipos de latidos/ladridos excessivos mais comuns nos cães?
Os tipos mais simples e menos perigosos de lidar são os seguintes:
 
1) Latidos/ladridos conscientes
2) Latidos /ladridos de entusiasmo na perspectiva de uma brincadeira
3) Latidos/ladridos de aborrecimento


Hoje falaremos apenas do primeiro sub-tópico...

1) LATIDOS/LADRIDOS CONSCIENTES:

Se um determinado comportamento dá resultado, o mais certo é que volte a acontecer.
Isto é o que se passa na maioria dos casos do excesso de latidos/ladridos.
Existe até certo ponto um comportamento consciente, independentemente da motivação que o ocasionou: A perspectiva de uma brincadeira, o aborrecimento ou qualquer outra coisa.

Exemplos mais comuns de latidos/ladridos conscientes...
 - Ladrar junto do dono ou de outra pessoa para chamar a atenção;
 - Ladrar junto à porta;
 - Ladrar na direcção de uma bola ou de um brinquedo para que o dono o atire;
 - Ladrar na direcção do dono ou de um armário de comida;

 Muitas vezes os donos recompensam justamente o comportamento que desejam evitar, ora vejam:
 - O cão ladra para entrar ou sair e o dono deixa-o entrar ou sair.
 - O cão ladra para que lhe façam festas e o dono faz festas.
 - O dono está ao lado do armário das guloseimas do cão, e se o cão ladra pensa logo.. "Ele é mesmo esperto! Já sabe onde estão os snacks e biscoitos" e depois dá-lhe uma guloseima.

Qual a razão para o cão ladrar nestes exemplos práticos?
Simples, o seu cão aprendeu que se ladrar consegue o que quer! 

Nota de adestrador: Familiares e amigos podem agravar ainda mais este problema recompensando latidos/ladridos indesejáveis.


COMO ELIMINAR ESTE PROBLEMA?

A) Os donos devem identificar todas as circunstâncias em que o cão late/ladra e saber se eles ou outras pessoas recompensam esses latidos/ladridos. Assim que identificar como e quando incentiva o seu cão a latir/ladrar deixe de recompensar este comportamento.

B) Inicie quanto antes um programa de treino de obediência com o seu cão. O objectivo é que ele obedeça às ordens básicas como "senta", "senta-quieto", "aqui", "deita", "deita-quieto", bem como caminhar com a trela solta ou andar ao seu lado sem distracções e posteriormente com distracções. (Pode demorar entre 4 a 6 meses no mínimo, no entanto é imprescindível para ter sucesso na eliminação do problema dos latidos/ladridos excessivos).
Também deverá ser ensinado o equivalente ao nosso "Não" em termos humanos, através de um "Schhtt" ou um "Ai ai", mas tal como já referi num post anterior nunca condicione a palavra "Não" para ensinar o seu cão.

C) Procure ensinar o seu cão a ter comportamentos alternativos apropriados (em vez de latidos/ladridos) para que o possa recompensar. Isto nem sempre será possível mas na maioria dos casos, consegue-se cumprir esta meta.

Exemplo: Se o seu cão late/ladra para entrar ou sair de uma porta, instale se puder uma porta para cães ou ensine o cão a deitar-se aos seus pés cada vez que pretende ir à rua. (Claro está, previamente ele terá de saber como vir ter consigo e deitar-se daí que o treino de obediência seja um passo fulcral no sucesso da eliminação deste problema.)
Se o seu cão ainda assim insistir com latidos/ladridos para sair à rua, diga-lhe "Schhtt"  ou um "Ai ai" até ele se calar. Quando ele se calar, diga "Muito bem, lindo menino!" e faça-o vir até junto de si e a deitar-se.
Quando ele fizer isso, elogie-o e leve-o à rua. Faça isto sempre que ele quiser sair, vai ver que volvidos uns meses de repetições o seu cão correrá para si e deitar-se-á aos seus pés sempre que precisar de sair.


Notas adicionais de Adestrador: 
 - É muito mais difícil de ensinar quando o cão quer entrar, terá de pensar noutro comportamento aceitável para resolver esse problema. Alguns cães arranham a porta com a pata ou tocam uma pequena campainha. Outros sentam-se simplesmente junto à porta.
Considere o comportamento que mais lhe convém neste caso e recompense o animal deixando-o entrar, mas nunca permita que ninguém o recompense por qualquer tipo de latido/ladrido consciente.

 - Aviso em relação a ignorar o comportamento indesejado (Latidos/Ladridos).... Os donos devem preparar-se para um aumento inicial dos latidos/ladridos. Como no passado o comportamento obtinha a reacção desejada, o cão tentará conseguir o que quer... esse tipo de fenómeno é identificado pelos comportamentalistas de "Explosão de Extinção", mas na gíria comum é o que chamamos de "comportamento irritante"... hehehe.

 - Seja coerente, compreensivo e tenha muita, mas mesmo muita paciência! ;)

sábado, 8 de setembro de 2012

O meu cão é agressivo com a comida (Parte 1)

Um dos grandes temas de sempre... uma das questões que mais me perguntam... o que se deve fazer quando o nosso cão é agressivo com a comida?

Em primeiro lugar temos de ter a noção que o ritual da alimentação é uma necessidade primordial do nosso cão e que o seu instinto de sobrevivência está directamente interligado com o alimento. Em estado selvagem, é perfeitamente natural que os animais protejam a sua comida, porém, a nossa casa não é um ambiente selvagem e há necessidade de criar um contra-condicionamento por forma ao cão relacionar que nós (donos) ao estarmos junto da sua tigela de comida irá ser necessariamente uma experiência positiva pois irá trazer-lhe benefícios.

Então como se resolve?
Há muitas teorias para resolver este problema, mas nem sempre pela maneira positiva... recorrendo-se a palmadas no focinho ou a agarrar o cão pelo pescoço e levantá-lo. (em ambas as situações actua-se quando o cão começa a rosnar)
Mas não é isso que se pretende ensinar neste blogue.


A Passos Caninos preza por ensinar o seu cão pela forma positiva sem confrontação.
E como fazemos isso?
1) Método da Partilha:
A maneira mais simples de evitar os grunhidos (rosnadelas) é partilhar o alimento com o nosso cão, neste caso deixamos a tigela de lado e usaremos dois brinquedos didácticos que ensinarão o nosso cão a partilhar a comida connosco.

Quais brinquedos?
O Cubo Buster e o Kong são ferramentas essenciais para que o seu cão aprenda a partilhar consigo a comida.

 Exemplo do Cubo Buster com comida lá dentro
Exemplo de Kong com comida lá dentro


A ideia é muito simples... Ao retirarmos a tigela de comida o cão terá que reaprender o ritual de alimentação... como a comida terá um acesso bem mais complicado nestes dois objectos, o cão rapidamente irá aprender que com a sua ajuda conseguirá retirar mais pedaços de comida de dentro do Cubo Buster ou do Kong.
Quando ele trouxer o brinquedo até si, agite o brinquedo por forma a caírem mais pedaços de comida do brinquedo e devolva de novo o brinquedo ao seu cão.... deste modo, ele irá associar que a sua ajuda é fundamental para ele conseguir a sua deliciosa refeição.


2) Método da substituição:
Neste tipo de método a ideia é distinta.
A ideia é fazer o cão compreender que a comida que tem diante dele é boa, mas a comida que nós temos na mão é muito mais deliciosa e terá que ceder a sua comida para conseguir comer a que nós temos na nossa mão.. se ao nos aproximarmos dele ele tiver uma boa conduta e uma resposta positiva, nós recompensamos esse comportamento de imediato por forma a ele extinguir o comportamento anterior (ser agressivo com a comida).
Deste modo iremos condicionar o cão que a nossa presença durante o ritual de alimentação é necessariamente positiva.

Há um vídeo muito prático da minha amiga Cláudia Estanislau da Escola Canina "It's All About Dogs" que ilustra bem este método.

Atenção: Não deverá praticar este método em concreto, sem que tenha um conhecimento profundo do que está a fazer... procure sempre um profissional qualificado para o ajuda, caso contrário, poderá ser ainda pior a reacção do seu cão em relação à comida.


Muito mais se poderia falar acerca deste tema, mas vou reservar para um próximo tópico, ao qual espero poder ter toda a vossa atenção.

Saudações caninas,

André Moreiras
Passos Caninos

sábado, 18 de agosto de 2012

Dogo Argentino: um cão magnífico ou uma ameaça?

Após algumas notícias tristes e bastante graves que ultimamente surgiram acerca da raça Dogo Argentino em Portugal, resolvi dar o meu contributo pessoal no sentido de demover a opinião de algumas pessoas em que o problema da agressividade demonstrada nos episódios relatados pelos "media" está na raça.

História da Raça:
O Dogo Argentino é uma raça canina oriunda da Argentina. Ao que tudo indica, a origem desta raça é recente, 1928, e está documentada. Segundo estudos, ela é o resultados dos esforços de dois irmãos, António e Augustin Nores Martinez, que desejavam um cão extremamente eficiente nas caçadas a pumas a javalis. Para além desta característica os seus criadores desejavam um cão com uma bravura inabalável e uma vontade de defender os donos até à morte. Os irmãos usaram bracos destemidos, chamados viejo perro de Pelea Cordobés, dogues alemães, buldogues ingleses, bull terriers, mastins dos Pirenéus, pointers ingleses e galgos irlandeses, todos usados para acrescentar características particulares, como peso e tamanho, resistência, insensibilidade à dor, inteligência, vivacidade, melhor olfacto e adaptação a todos os tipos de climas, melhor mandíbula e potência. Por anos, os Martinez cruzaram estes cães até que em 1928, finalmente atingiram o padrão desejado. Popular na sua terra natal, ficou conhecido como excelente animal de caça, principalmente por ter herdado dos pointers a habilidade de farejar o ar e surpreender os pumas, que andavam em círculos e se escondiam nas árvores. Aliado às suas imensas qualidades como animal de caça demonstram ser animais sociáveis, gentis e muito protectores da sua família e espaço. Posteriormente, foi adoptado como cão policial, guarda e até mesmo guia. (Fonte: Wikipédia

Ainda que se reconheça que esta raça possui características únicas tanto fisiológicas como em particular para ter muito temperamento, tais características que levaram anos a conseguir alcançar o padrão desejado (cerca de 25 anos) conforme se verifica no contexto histórico foram sempre com o objectivo exclusivo da caça e não para maltratar seres humanos ou para lutas de cães. 
Mais acrescenta este breve texto, que aliado às suas imensas qualidades como animal de caça, o Dogo Argentino demonstra ser um animal sociável, gentil e muito protector da sua família e espaço.


A importância de ser um bom dono ("um dono de raça"):
Ser dono é um trabalho de 24 horas, 7 dias por semana e cada dono é (ou deverá ser) adestrador/treinador... é o nosso trabalho ensinar o nosso cão a ter um comportamento social adequado satisfazendo as suas necessidades naturais (neste caso em concreto.. a caça), e o treino de adestramento positivo é fulcral neste aspecto.
A falta de liderança nos donos, ausência de exercício físico no cão, e má socialização do cão são factores que incrementam os níveis de frustração do cão tornando-o numa autêntica bomba relógio, por isso, seja um dono de raça e eduque/condicione o seu cão brincando com ele (método positivo), tal como se pode verificar neste vídeo de um Dogo Argentino que tem o nome Criollo Del Cavdillo.
Um magnífico exemplo de obediência, demonstrando as vantagens que se obtêm através do treino de adestramento positivo.
Está nas suas mãos enquanto dono, querer e obter um resultado semelhante com o seu cão.
Para mais informações contacte a Passos Caninos.

Saudações caninas,

André Moreiras
Passos Caninos

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O meu cão não obedece: A importância da recompensa (reforço)

Na maioria das pessoas que têm cães a grande questão me colocam é sempre a mesma... o meu cão não me obedece!

Ou porque revela problemas comportamentais, ou porque não responde à chamada e foge ou porque simplesmente é incapaz de executar os comandos básicos do "senta" e "deita"... a origem é sempre a mesma... ele não obedece!
Mas vou dar-lhe uma boa novidade, isso é algo que se consegue alterar... ao contrário de nós "humanos", os cães têm a capacidade de conseguir alterar rapidamente os seus comportamentos... mas como vamos fazer isso? 
A primeira questão é justamente o modo...  e não haverá escola canina que salve o seu cão se o primeiro grande adestrador/treinador não for o seu dono.
Está nas suas mãos o grande sucesso ou insucesso da mudança do seu cão.

REGRA BASE:
Um cão só deve receber as coisas de que gosta se for obediente. Não deve ter nada de graça.
A chave do adestramento é justamente ensinar o cão a trabalhar para conseguir as coisas de que gosta através da obediência.
Se o seu dono lhe dá tudo o que o seu cão gosta "em troca de nada", qual será a motivação para o cão ser obediente?

Vamos alterar isso... hoje é o dia e o momento!
PASSOS CANINOS para aumentar o valor da obediência no seu cão:
A utilização deste método (Princípio da Escada) é a base do adestramento canino e fundamentou o nome do meu projecto pessoal em relação aos cães.

1º Passo - A regra base vem sempre primeiro... Nunca dê nada de graça!
Valorize a recompensa/reforço por forma a exigir um comportamento social adequado.

O que é que o seu cão gosta? De comida? de guloseimas? da bolinha? do churro, kong ou outros brinquedos para cães? de festinhas? de ir dar um passeio ou ir até ao quintal? de jogar frisbee? de brincar consigo ou com outros cães?
A família deve sentar-se e fazer uma lista do que pensam que seja mais atractivo para o seu elemento canino.. e porquê? Porque essas coisas são reforços não condicionados do cão e até mesmo alguns reforços condicionados adquiridos.
Deve exigir-se ao cão que pelo menos cumpra uma simples ordem "senta" antes de conseguir "uma coisa de que gosta".
2º Passo - Ensinar um reforço condicionado verbal
Melhorar a comunicação entre dono e cão... "Fizeste correctamente algo que se pretendia e por isso vais ser recompensado com algo que tu gostas".

Cabe ao dono nesta etapa ensinar ao seu cão um reforço condicionado verbal, por exemplo... "muito bem"...  para melhorar a comunicação entre dono e cão.
Atenção que ao usar a expressão "muito bem" como reforço condicionado é diferente de um elogio geral, como por exemplo.. "Que lindo/a que tu és!"
O reforço condicionado "muito bem" serve para relacionar o comportamento correcto pretendido pelo dono como reforço e é dito apenas no momento em que o cão demonstra o comportamento adequado.
Esse reforço condicionado "muito bem" deve ser dito após todas as respostas correctas para que o cão saiba que cumpriu adequadamente a sua ordem.
Exemplo prático:
Vamos utilizar o reforço não condicionado "comida" como motivador.
Mande o cão fazer uma tarefa simples.. por exemplo..  o "senta".
Inicialmente, fazendo o cão o que se pretende (neste ex: será sentar), após dizer "muito bem" deverá sempre dar o reforço não condicionado (neste ex: a "comida"), até que o cão apresente pelo menos 90% de respostas correctas a uma determinada ordem. (neste exemplo será o "senta")

Ao ensinar ao cão um reforço condicionado, este ficará tão contente quando lhe disser "muito bem" como quando receber a guloseima ou comida, pois vai antecipá-la de cada vez que o dono disser "muito bem".
Ao fim de muitas e extensivas repetições, bastará dizer "muito bem" para conseguir esta resposta positiva, mesmo que não haja "comida" para dar ao cão.
No entanto, esta valoração positiva deverá ser "recarregada" de vez em quando (cerca de 25% das vezes) por forma a fortalecer essa conexão positiva que o seu cão atribui a essa expressão, ou seja, cada vez que ele executar a ordem que lhe solicitou de forma excelente (rápida e atenta), aconselho o uso de um reforço não condicionado, que neste exemplo seria a "comida".


3º Passo - Esconda as recompensas
Crie o elemento surpresa para o seu cão

Assim que possa, deve aprender a esconder as recompensas que tenciona dar ao seu cão.
Esconder a comida/guloseimas e os brinquedos, retirando-os do alcance do seu cão criará o elemento surpresa para o seu cão.
Dê uma ordem ao seu cão que tenha a certeza que ele vai obedecer e depois surpreenda-o com a recompensa que tenha escondida.

Exemplo prático:
Dê ao seu cão a ordem "senta" muito perto do sítio onde escondeu a recompensa (comida). O cão senta-se e você diz-lhe "muito bem". Neste momento liberte o cão dizendo-lhe um elogio.. "Lindo menino/a" ou dê-lhe umas carícias no dorso.. e recompense-o com a comida que estava escondida no local onde mandou o cão sentar.
Outras recompensas possíveis são as guloseimas, os brinquedos e deixar o cão sair de casa por exemplo.

Se der ao cão as coisas de que ele gosta "DEPOIS" de ele ter obedecido, o cão obedecerá de boa vontade, sabendo que depois aparecem as coisas de que gosta.


4º Passo - Ofereça irregularmente a comida/guloseimas
Nesta fase, apenas se premeia o melhor dos melhores!

Quando o cão obedecer a 90% das vezes a uma determinada ordem não precisa de lhe dar uma guloseima/comida logo após dizer "muito bem". Esteja atento ao nível médio de obediência do seu cão e diga apenas o "muito bem" seguido de uma guloseima/comida, apenas para as respostas melhores do que a média.
O seu cão rapidamente irá saber que só é recompensado quando obedece melhor. Nunca desça abaixo do nível de recompensa de 25%, esse valor mínimo de recompensa tem sempre de ser garantido ao cão para que ele não perca a motivação em trabalhar para si.


RESUMINDO:
Se mantiver a política de não lhe dar nada de graça e lhe apresentar sempre guloseimas/comida/brinquedos em pelo menos 25% das vezes, ficará espantado com a vontade que o seu cão irá demonstrar em ser obediente.
Se combinar isto com correcções adequadas para a desobediência e recuar um Passo Canino após cada desobediência, terá um cão de confiança e desejoso de obedecer para o resto da sua vida canina.
Nota final de Adestrador:
O dono deve sempre pensar no sucesso do seu cão em cumprir aquilo que lhe solicita e deve sempre concentrar-se em reforçar correctamente o seu cão tal como indiquei... as correcções para a desobediência deverão ser apenas muito de vez em quando e no momento correcto, se não souber qual é o momento oportuno e a forma adequada de corrigir consulte a Passos Caninos.
Lembre-se que estes Passos Caninos que lhe indiquei levam bastante tempo (meses) a compreender e a dominar... a sua paciência, compreensão, prática e amor são ferramentas essenciais para conseguir desempenhar esta missão e ser bem sucedido nos seus objectivos.


Saudações caninas,

André Moreiras
Passos Caninos

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O significado da palavra "NÃO" em termos caninos

Hoje vamos falar de um assunto que a meu ver tem muito interesse..
Muitos donos de cães têm grande resistência em mudar o hábito de dizer (gritar) continuamente a palavra "NÃO" quando os seus cães fazem (ou fizeram) asneiras.
Mas porque é que haviam de mudar esse hábito se com os seus filhos funciona perfeitamente?
A questão é:
Temos de entender o uso da palavra "NÃO" em termos caninos (e quais as suas consequências) ao invés de humanizarmos as situações dos nossos amigos de 4 patas.

Ora vejamos, num breve exemplo pitoresco... 

O José e a Maria compraram/adoptaram um cão para lhes fazer companhia, esse cão ainda é cachorro pois querem acompanhar o seu crescimento e muito felizes vão buscá-lo e trazem-no para casa.
Chegam com o cão a casa, metem-no no chão da sala e e o cão começa a farejar e a andar de um lado para o outro... até aqui sem problemas, é apenas o cão a conhecer o seu novo espaço, mas entretanto, ele conhece a perna de uma linda mesa de madeira de carvalho na sala que lhe cativa o interesse, e depois de a cheirar começa a mordiscá-la... visto que, sendo um cachorro esta é a maneira de conhecer o seu meio ambiente.
Realmente, sendo cachorrinho não é muito diferente de um bébé humano de dois anos, porém, como não tem mãos usa a boca com mais frequência que uma criança de dois anos.

Quando os donos vêm o cachorrinho a morder a perna da mesa de madeira de carvalho, o José grita logo.. "Não! Pára com isso!"
O cachorrinho muito contente continua a mordiscar a mesa de madeira e finge não ter ouvido. O José reage repetindo essa ordem... "Não.. Nãol!"
O cachorrinho não presta a mínima atenção e continua a morder como se nada se tivesse passado.
O José já frustrado vai ter com o cachorrinho e afasta-o da mesa suavemente.. o cachorrinho não vai de modas, olha para o José, afasta-se uns passos e faz um belo xixi no tapete persa da sala que tinha sido caríssimo!
O José e a Maria gritam.. "Não!" em uníssono... pegam no cachorrinho e levam-no até ao seu quintal, onde o põem no chão enquanto dizem em voz severa.. "Cão mau, ficas aqui e não vais lá para dentro"

A situação é hipotética, mas infelizmente acontece. 
É algo que os donos simplesmente seguem por impulso sem terem noção das eventuais consequências que isso poderá ter futuramente. Será esta uma atitude dos donos correcta ou incorrecta?

Em termos de adestramento canino verificamos que estes dois donos estão a dar continuamente ordens ao seu novo cão e ele continuamente as ignorou, basta observar.
Ignorou-as justamente porque ninguém lhe ensinou que aquele comportamento era errado.
Nós (humanos) sabemos perfeitamente que o uso da palavra "NÃO" significa que um cão deve parar imediatamente aquilo que está a fazer, no entanto, na situação que eu relatei o cachorrinho ouviu a palavra "NÃO" quando estava a morder a perna da mesa pelo menos duas vezes sem que nada tenha sido feito posteriormente para corrigir essa situação.

Resultado final:
O cão vai aprender a ignorar a palavra "NÃO", principalmente se esta situação se repetir seis vezes por dia, durante um, dois ou três meses.

E claro, este casal fantástico ainda não aprendeu os conceitos de prevenção e redireccionamento. Isto é, ainda não aprenderam a ensinar ao seu cão aquilo que deveria roer, para depois o poderem elogiar quando ele rói as coisas que deve.
Ou seja, quando puseram o cachorrinho no chão da sala já deveriam ter brinquedos para morder destinados à sua exploração.
E mais importante, os cachorrinhos têm a bexiga extremamente pequena e não aguentam as suas necessidades, cabe a nós "donos" colocar o cachorrinho lá fora (ou no tapete de treino) e esperar até que ele  se alivie por completo e só posteriormente é que o levamos para dentro de casa ou de uma determinada divisão da nossa casa... após o cachorrinho ter-se aliviado, deveria ter sido elogiado por isso (e eventualmente premiado com um biscoito) para que o comportamento que acabou de fazer seja considerada uma experiência positiva e ele a repita sempre.

Então o que ensinaram José e Maria ao seu cachorrinho?

a) A não ouvir/ignorar a ordem "NÃO"
b) As pernas das mesas estão à disposição e são interessantes para mordiscar.
c) A sala é um sítio tão bom como os outros para fazer xixi, aliás, até tem um tapete persa fantástico!
d) O quintal pode ser um sítio bonito, porque é para aqui que as criaturas grandes me levam e depois começam a gritar.

Obviamente que o José e a Maria não queriam fazer nada disto, acabou por ser uma reacção completamente humana.
Como acontece com tantos  outros donos, não se aperceberam de que, se têm um cão, estão a treiná-lo desde o primeiro segundo.
O cenário acima descrito não ensinará este cão apenas de uma vez só, mas muitos donos repetem-no ou repetem cenas semelhantes centenas e centenas de vezes, antes de começarem um treino de adestramento "formal" adequado aos seus cães.
Muito mais se poderia dizer desta conotação negativa da palavra "NÃO", nomeadamente, porque no nosso dia-a-dia a utilizamos diversas vezes e ao condicionarmos essa palavra ao cão como forma de o corrigir poderemos cair no erro de o cão a associar a uma situação completamente errada. (Exemplo de discurso com outra pessoa que poderá fazer confusão ao cão: "NÃO vás por aí")
Eu pessoalmente, como adestrador canino, prefiro fazer um som... "Schhhhht!" ou um "Ai Ai", pois não existirá qualquer possibilidade remota do cão ser induzido em erro.


Se tiverem dúvidas acerca deste tema ou outros não hesitem em contactar a Passos Caninos! ;)

Saudações caninas,

André Moreiras
Passos Caninos

terça-feira, 31 de julho de 2012

A Cinofobia, medo irracional de cães

A cinofobia (do grego antigo: κύων kýōn "cão" e φόβος phóbos "medo") é o medo irracional de cães. É um medo muito comum na sua versão mais pequena, quando não chega a ser considerado uma fobia propriamente dita. Pessoas com cinofobia geralmente possuem experiências traumáticas com cães no passado, como serem mordidas ou atacadas quando eram crianças, ponto a partir do qual a fobia começou a manifestar-se.

TRATAMENTO:
Existe tratamento para a cinofobia que pode talvez ter óptimos resultados: O paciente é estimulado a ficar ao lado de determinados cães adestrados, para que, brincando com eles, perca o seu medo. Se o paciente vir que o cão não lhe faz mal e é capaz de brincar, o mesmo vai gradualmente perdendo o seu medo.

Fonte: Wikipédia


DICA DO ADESTRADOR:
Eu espero sinceramente que todas as pessoas que sofrem de cinofobia procurem ajuda e vejam como é bom ter a companhia de um cão.
Façam sempre a socialização das vossas crianças com os cães de forma vigiada por forma a não existir "um azar" que implique a estimulação da cinofobia nas suas vidas.
Nem todos os cães são violentos independentemente da raça, não se esqueça!
Lembre-se que se por acaso conhecer um cão ameaçador ou desconhecido (deverá ensinar isto às suas crianças) deverá ficar absolutamente imóvel, com os braços ao lado do corpo e os olhos fixos nos pés (Aprenda a "ser uma árvore"). Esta posição deverá ser mantida até que o cão parta ou chegue auxílio.

Mas muitas vezes só o próprio som do "ladrar" já aterroriza de tal modo as pessoas que se esquecem de olhar as circunstâncias que os rodeiam... a título de brincadeira coloco um vídeo de apanhados brasileiro em que metem um som de cães supostamente violentos a ladrar e depois só aparecem dois caniches inofensivos...vale a pena ver. ;)


Saudações caninas,

André Moreiras
Passos Caninos

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Já saiu a revista Cães & Lobos n.º 3

Já saiu a revista Cães & Lobos n.º 3, correspondente ao 3º trimestre de 2012, uma iniciativa do Centro Canino de Vale de Lobos, coordenada por Sílvio Pereira, com a colaboração da Passos Caninos num artigo acerca de "Agressividade entre cães do mesmo sexo."
(seguir este LINK para ter acesso a todos os conteúdos... Revista Cães & Lobos n.º 3)

Saudações caninas,

André Moreiras
Passos Caninos

sábado, 14 de julho de 2012

O meu cão mexe-se e treme muito durante o sono.. os cães sonham?

Desde que a Blanca chegou a minha casa que notei que o sono dela é fora do normal...

Para além de se deitar de costas e com as patas no ar para dormir (o que per si já é fora do costume, uma vez que nunca vi os meus outros cães fazer isso) havia uma questão que começava a preocupar-me... ela mexe-se mesmo muito durante o sono e treme por todos os lados (de forma semelhante a um ataque epiléptico), dando por vezes uns ladridos com os olhos ainda fechados (mas soavam de uma forma mais abafada que os ladridos normais).
Super preocupado que pudesse ser algo grave, liguei à Dra. Raquel Furtado, a Veterinária da Blanca, que me disse que não seria nada de anormal,  era apenas ela a sonhar, e que em relação a ela tremer, desde que não tremesse quando estivesse desperta não havia qualquer problema, são apenas movimentos involuntários dela durante o sono.

Fui pesquisar mais informação acerca deste assunto...

Verifiquei que os cães dormem pelo menos 12 horas por dia e raramente sofrem de insónias. À noite parecem adormecer sem que tenhamos sequer tempo para ligar o despertador para a manhã do dia seguinte. 
Há alguns cães que ressonam (bastante alto eventualmente, por norma acontece nos cães de focinho raso) e é bastante comum os cães agitarem as patas e fazerem barulho quando estão a dormir. Alguns até mexem as patas como se corressem velozmente atrás de um coelho.
Observando mais atentamente, também se verifica que as pálpebras e os bigodes do cão também se agitam nesses momentos, e isso é sinal que entrou em sono profundo. Mas os cães não permanecem nesse estado de sono profundo durante muito tempo. Normalmente dormem sonos leves e continuam conscientes do que os rodeia.
Especialistas do sono confirmam que os cães sonham de facto! O grande mistério reside nos tópicos que escolhem quando entram na terra dos sonhos. Podemos apenas tentar adivinhar se sonham com actividades, como as viagens até ao parque, deleitar-se com a sua guloseima favorita ou apanharem finalmente aquele esquilo veloz e fugidio.
Alguns cientistas especulam que os cães podem sonhar, principalmente com cheiros. Teoricamente falando, se nós (humanos) temos sonhos visuais porque a visão é o nosso sentido dominante, faz todo o sentido os cães terem sonhos relacionados com cheiros, visto ser esse o seu sentido dominante.
Os cães confiam mais nos seus narizes que nos seus olhos, cheiram os objectos antes de olharem para eles, de os ouvirem, tocarem ou provarem.
Poderá ainda faltar muito, até que possamos encontrar uma forma de identificar os sonhos dos nossos cães, mas tendo em conta que grande parte do cérebro dos cães é dedicado ao sentido do olfacto, é uma boa aposta dizer que os seus sonhos estão repletos de agradáveis odores.


Saudações caninas,

André Moreiras
Passos Caninos


Fonte: Grande Manual dos Cães de Arden Moore

sábado, 9 de junho de 2012

Linguagem canina; um breve resumo de como é que os cães comunicam connosco...


A linguagem dos cães não é difícil de ser compreendida, é na verdade, bastante simples.
Os cães tentam transmitir-nos as suas necessidades o melhor que podem, mas por vezes somos incapazes de compreender correctamente os seus sinais, mas podemos melhorar a nossa comunicação com os nossos companheiros caninos desde que aprendamos a sua linguagem:

- CABEÇA E ORELHAS VIRADAS PARA UMA DETERMINADA DIRECÇÃO: significa que o cão escutou algum barulho e quer localizá-lo e identificá-lo;

- CAUDA ABANANDO PARA OS LADOS: se ela estiver na posição normal, significa alegria;

- CAUDA LEVANTADA: o cão está pronto para lutar com outro cão;

-CAUDA LEVANTADA E A ABANAR: quer dizer alegria e segurança;

- CAUDA BAIXA: insegurança;

- CAUDA PARADA: inquietude;

- CAUDA ENTRE AS PERNAS: medo;

- CAUDA ENTRE AS PERNAS: o cão está a precisar de alguma ajuda, pois está “aflito"para fazer as suas necessidades;


- CHEIRAR O RABO DE OUTRO CÃO: é uma forma de conhecer e cumprimentar o outro cão, além de o identificar pelo seu cheiro pessoal, produzido pela sua glândula anal, uma verdadeira “carteira de identidade”;

- DAR VOLTAS E GIRAR NO MESMO LUGAR, ANTES DE SE DEITAR E, ÀS VEZES, ARRANHANDO O LOCAL COM AS UNHAS: é um hábito adquirido dos seus antepassados selvagens que, assim, preparavam a sua “cama” para dormir e que, para isso precisavam amassar o capim e preparar o local para se deitar;

- DEITAR DE COSTAS, COM A BARRIGA PARA CIMA: os cães agem assim quando:
1 – estão muito alegres e querem brincar “dizendo”, com isso, como estão felizes com a brincadeira;
2 – quando se sentem ameaçados, portando-se como seus antepassados selvagens, deitando-se de barriga para cima, para mostrar a cor clara do seu ventre, em sinal de submissão;
3 – quando lutam e perdem, tomam essa posição, em sinal de rendição, indicando que não querem mais lutar;

- DESTRUIR OS OBJECTOS QUE ENCONTRAM: é uma forma de demonstrarem que se sentem sós, abandonados, desprezados e querem-se vingar. Nos filhotes isso é normal e eles apenas o fazem para brincar. Basta “zangar” com eles para que parem com esse comportamento;

- ENTERRAR E ESCONDER OBJECTOS OU COMIDA: é um costume herdado dos seus antepassados, que escondiam e enterravam a comida que sobrava, para garantir a próxima refeição, caso não conseguissem caçar uma nova presa;


- ROÇAR-SE NO DONO, principalmente na sua perna: significa que o cão que ser acariciado;

- TOCAR COM O FOCINHO: é a maneira de chamar a atenção da pessoa que está perto dele para, geralmente, pedir alguma coisa;

- LAMBIDELAS: é a maior prova de afecto que um cão, de qualquer idade, pode dar a uma pessoa, lambendo-lhe o rosto e as mãos;

- LADRAR SEM PARAR: significa que o cão está disposto a atacar algum intruso, homem ou animal, para defender o seu “território”, os seus pertences, a sua comida, a sua fêmea, o seu dono ou outra pessoa de sua família. Nesse caso, mostra os dentes, fica com a cara e o focinho franzidos e as orelhas para traz, mostrando que está pronto para atacar.


Existe uma infinidade de sinais característicos da linguagem dos cães que poderíamos citar, mas, além disso, cada cão apresenta elementos muito específicos e pessoais de comunicação. Esses elementos são um “código” pessoal entre o cão e seu dono, um código que acaba por se criar com os anos de convivência.

Fonte: Dr. Márcio Infante Vieira



domingo, 13 de maio de 2012

ATENÇÃO!!! Lista dos 5 conteúdos mais perigosos das malas femininas!!


Os cães e os gatos são animais curiosos e exploradores e se encontrarem uma mala ou mochila aberta ao seu alcance, torna-se uma tentação irresistível! Num espaço compacto o seu animal pode encontrar muitos tesouros saborosos para brincar, cheirar e mastigar. Isto não será um problema se todos os conteúdos das malas fossem seguros, mas infelizmente não é assim, pois na maioria dos casos eles são reservatórios de coisas tóxicas para cães e gatos.


Os 5 objectos mais comuns nas bolsas femininas são:

Pastilhas elásticas; medicamentos; cigarros; inalador de asma e desinfectante para as mãos. 
Estes objectos são tóxicos e alguns podem envenenar o seu animal de estimação.
 
Vejamos então em pormenor:



PASTILHAS ELÁSTICAS, GOMAS, REBUÇADOS e CHOCOLATES


Muitas mulheres têm nas suas malas pastilhas elásticas e não sabem que se for engolida por um cão pode ser fatal. As gomas, rebuçados e pastilhas elásticas, nomeadamente aquelas sem açúcar, contêm Xilitol e se ingerida uma pequena quantidade é extremamente perigoso, por estimular a secreção de insulina e consequentemente baixar os níveis de açúcar no sangue. 
Se for ingerida uma grande quantidade os cães podem sofrer de insuficiência hepática grave. 
Os sintomas de envenenamento por Xilitol são: vómitos, diarreia, fraqueza, dificuldade em andar, tremores, convulsão e icterícia. 
O chocolate também é venenoso para os cães e já vimos AQUI as consequências da sua ingestão.



MEDICAMENTOS HUMANOS


Muitas malas contêm comprimidos, frascos de medicamentos que são irresistíveis para alguns cães por se assemelharem a brinquedos que chocalham. 
Todos os anos, cerca de metade das urgências dos Hospitais Veterinários, devem-se à ingestão de medicamentos humanos potencialmente tóxicos. 
Os medicamentos mais comuns são Paracetamol, aspirinas e antidepressivos, que se ingeridos por cães e gatos podem causar úlceras estomacais e intestinais, bem como insuficiência renal em especial nos gatos. Para além disso podem causar a destruição dos glóbulos vermelhos e prejudicar o transporte de oxigénio para as células, o que pode ser fatal.



INALADORES PARA A ASMA

Se o seu cão morder ou roer um inalador e perfurá-lo, corre o risco de morrer por envenenamento. Os inaladores contêm doses concentradas de drogas beta-agonitas (por exemplo albuterol) ou esteróides (por exemplo fluticasona) e ao ser perfurado o seu cão ficará exposto a uma grande concentração de drogas de uma só vez, que pode resultar em vómitos, agitação, arritmia cardíaca, colapso e morte.
 


CIGARROS E OUTROS PRODUTOS QUE CONTÊM NICOTINA 

Sabia que apenas 3 cigarros podem ser fatais para um cão pequeno? Tudo depende da "força" ou "leveza" do cigarro. 
Igualmente tóxico para o seu animal é o tabaco de mascar e os produtos para deixar de fumar em especial a goma de nicotina.
Após a ingestão, os primeiros sintomas surgem em menos de 15 minutos: verifica-se o aumento do ritmo cardíaco, respiração ofegante sintomas neurológicos, incontinência da bexiga ou do intestino, tremores, paralisia e morte. 




DESINFECTANTE PARA AS MÃOS

Nos últimos anos a venda de desinfectante para as mãos disparou  e tornou-se um produto habitual nas nossas malas e mochilas. 
Estes produtos contêm grandes quantidades de álcool que eliminam quase a totalidade dos germes. 
Se uma pequena porção de desinfectante para as mãos for ingerida pelo seu cão, tem o mesmo efeito que beber um "shot" de uma forte bebida alcoólica.
Os principais sintomas são: uma grave queda de açúcar no sangue, perda de coordenação,  Diminuição da temperatura corporal, problemas neurológicos, coma e morte.



Por precaução, mantenha sempre a sua mala ou mochila pendurada e fora do alcance do seu animal de estimação.

Se suspeitar que o seu animal engoliu alguma substância tóxica ligue de imediato para um veterinário.

Saudações caninas,
  
Catarina Borges
Colaboradora da Passos Caninos 


Fonte: Texas-dog-cat
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